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Hugo Pinheiro: “Ganas de voltar ao Top”
Publicado em 18.Feb.2013

Hugo Pinheiro, vice-campeão nacional, deu uma entrevista à Science, marca de material de bodyboard que representa.

Aqui pode lê-la na integra:

Hugo Pinheiro já está no Havai para competir no Go Pro Pipeline Challenge, primeira etapa do Mundial de Bodyboard da IBA, e assume que, após dois anos de afastamento do Top-24, fará tudo para reconquistar um lugar, para si e para o bodyboard nacional, entre a elite com acesso direto às etapas da Grand Slam Series da IBA.

Science Bodyboards Portugal – Hugo, quantas temporadas havaianas somas com esta viagem ao North Shore?
Hugo Pinheiro – Se não me falham as contas, esta é a minha décima temporada havaiana.

SBP – Qual o teu melhor resultado na etapa de Pipeline?
HP – Fui à final, em 2007, e terminei em quarto lugar. O Paulo Barcellos venceu, Jeff Hubbard foi segundo e Uri Valadão, terceiro.

SBP – E quais as tuas expectativas para mais esta etapa e daí para o resto da época?
HP – Vou para dar o meu melhor, como sempre. O meu último ano em Pipe não correu bem, mas, desta vez, espero entrar com o pé direito. Tenho ganas de voltar ao top 24 e correr o Grand Slam Series de pleno direito em 2014.

SBP – Quão importante é ter um bom resultado em Pipeline para o resto da temporada?
HP – É muito importante. Nos últimos dois anos, as coisas não correram da melhor forma e ter um bom resultado aqui pode ser fundamental para depois ter um seeding mais alto e entrar mais à frente no acesso ao main event.

SBP – Como referiste, são 10 temporadas havaianas. Essa experiência acumulada é um trunfo em Pipeline?
HP – A experiência conta, mas se fosse tudo, o Mike Stewart venceria sempre, afinal tem quase 50 anos e é, hoje e sempre, um dos senhores em Pipe. Pipeline é caprichosa e a boa escolha de ondas durante o heat não é fácil e pode ser decisiva, mas até os mais experientes podem ser surpreendidos por esta onda.

SBP – Então quem são os adversários mais temíveis em Pipe? Mike Stewart?
HP – O Mike é, como já disse, um senhor naquela onda mas não é, para mim, o mais perigoso. O campeão do Mundo Jeff Hubbard também é local ali e é, neste momento, o bodyboarder mais difícil de bater.
Depois, diria o Pierre Louis Costes e o Ben Player.

SBP – Há dois anos que não temos portugueses no Top 24, isto depois de teres conseguido um sexto lugar no Mundial, tal como, de resto, Manuel Centeno. Como explicas isso? A mudança de regras, com a introdução de prioridades e um calendário com ondas mais exigentes?
HP – Falou-se muito disso nestes dois anos, mas creio que não passa por aí. Não posso falar pelos outros, mas, no meu caso, tive uma lesão complicada, fraturei a clavícula, precisamente no Havai, e a recuperação foi demorada e já não consegui chegar aos lugares de qualificação. Depois, o que acontece, é que o nível no Top-24 está tão elevado e a competição tão renhida que é muito difícil regressar lá acima depois de cairmos. Estive estes dois anos à porta e sei que tenho condições para entrar.

SBP – Falando de pranchas, como é o teu quiver para o Havai?
HP – Levo uma prancha mais rígida, uma HP Ltd 41,5″ e uma mais flexível e pequena, para mar maior, uma HP Loaded Core 41″. O Loaded Core é um bloco que me parece uma excelente inovação da Science este ano. É fabricado com PP de menor densidade, com rede por baixo do deck e do slick, e um stringer.

SBP – Este ano teremos, talvez, a maior comitiva portuguesa de sempre no Havai. A presença de mais portugueses pode jogar a teu favor, psicologicamente, ou é indiferente?
HP – É sempre bom ter mais portugueses. Lembro-me de quando éramos apenas um ou dois a competir em Pipe, pelo que é muito bom ter mais amigos a dar força.

SBP – Falando ainda de psicologia, casaste-te o ano passado e a tua companheira vai contigo para muitas provas. Qual a imprtância disso? Estabilizou-te? Ajuda a lidar com a pressão e o stress da alta competição?
HP – Sem dúvida. Um atleta é um triângulo de físico, mental e emocional, pelo que a presença da Susana ajuda-me a equilibrar tudo isso e a render o meu máximo.

SBP – Finalmente, como é que acompanhaste o episódio do virtual cancelamento e “salvação” do Mundial em Pipe?
HP – Sinceramente, fiquei triste e, ao mesmo tempo, orgulhoso e satisfeito. Triste por as coisas terem chegado ao ponto em que chegaram com o anúncio de um cancelamento que, a acontecer, teria sido muito prejudicial e até perigoso para o bodyboard. E, confesso, achei o método escolhido [uma petição a apelar à marca de câmaras Go Pro], algo discutível. Mas ao mesmo tempo, fiquei muito satisfeito e orgulhoso pela adesão de tanta gente. Os bodyboarders mostraram que não somos tão poucos assim e que o bodyboard tem força e ainda tem uma palavra a dizer no Mundo dos desportos de ação.

Paula Capela Martins

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