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Guilherme Bastos: “Federação tem sido prejudicada em relação a outras”
Publicado em 15.Apr.2013

Guilherme Bastos, presidente da Federação Portuguesa de Surf na última década, diz que não encabeçará qualquer lista às eleições. E, de saída, o responsável máximo pelo surf em Portugal falou ao site oficial da FPS. Aqui ficam as principais ideias do dirigente de 38 anos, natural de Viana do Castelo e antigo praticante de bodyboard.

FPS: Passou 12 anos como dirigente da Federação Portuguesa de Surf (FPS), dez deles como presidente da direção. Em jeito de balanço, quais os triunfos desta década de liderança?
Guilherme Bastos: Antes de mais, a sustentabilidade da federação, que foi uma
das principais razões pelas quais assumi a presidência. Quis criar bases para que a
FPS fosse sustentável e criar condições para que voltasse a ser uma instituição respeitada por todos. Recorde-se que, há 12 anos, não havia surfistas na federação. Os surfistas tinham promovido um boicote geral à FPS e hoje são, novamente, parte integrante desta instituição. Também posso reclamar a consolidação dos circuitos de esperanças, de surf e bodyboard, sustentáveis e dinâmicos que tiveram papel fundamental na formação de jovens valores como Vasco Ribeiro, Frederico Morais, Manuel Centeno, Hugo Pinheiro, entre muitos outros, e que também contribuíram para ajudar os clubes a organizar eventos e, nesse processo, a organizarem-se a eles próprios e a crescer. O trabalho conduzido por esta Direcção traduz-se também em termos desportivos, na conquista de três Campeonatos da Europa em quatro possíveis, a participação na China Cup, oitavo melhor país.

FPS: A construção dos Centro de Alto Rendimento (CAR) será o que define o sucesso desta direção?
Guilherme Bastos: Não. Os Centros de Alto Rendimento surgem na sequência dos resultados desportivos e como reconhecimento do trabalho levado a cabo pela FPS. Foi nessa medida que o Governo projetou a construção de sete Centros de Alto Rendimento, dos quais quatro passaram à fase de construção [Peniche, Viana do Castelo, Aveiro e Nazaré]. Os CAR são o culminar de um trabalho de dez anos e um
símbolo do fim de um ciclo e de um novo paradigma para o desenvolvimento do surf nos
próximos 25 anos.
FPS: Quais as maiores dificuldades com que se debateu a sua direção?
Guilherme Bastos: Essencialmente, duas. A grande dificuldade tem sido financeira com uma clara falta de apoio estatal e uma evidente discriminação da Federação Portuguesa de Surf, sistematicamente prejudicada em relação a outras federações. E como consequência disto, a impossibilidade da FPS em se apetrechar com maios técnicos e
humanos que lhe permitissem dar uma melhor resposta às suas necessidades.
FPS: Olhando para o futuro, quais os desafios que se colocam à próxima direção da
Federação Portuguesa de Surf?
Guilherme Bastos: Há vários, começando com caráter de urgência, com a organização e estruturação do modelo técnico de formação da FPS, nomeadamente no que concerne à formação de treinadores, escolas de surf, etc. Também preparar as próximas competições internacionais das seleções. Depois, a outro nível, terá de procurar capitalizar todos os benefícios decorrentes da organização de grandes eventos internacionais em Portugal e tudo o que se relaciona com o surf, muito concretamente, promover uma maior ligação entre a federação, os organizadores de eventos, patrocinadores e a indústria do surf. Finalmente, repensar a estrutura de provas da federação, com circuitos nacionais, Taça de Portugal, etc.

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