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A corrida vista por dentro: análise profissional da passada, onde e como se faz o teste
Publicado em 01.Jan.2014
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No artigo “A escolha das sapatilhas adequadas” ficámos a conhecer os vários tipos de passada: neutro, supinador e pronador. O principal motivo pelo qual deve conhecer a sua é, sobretudo, a escolha correta do tipo de sapatilhas. Da teoria à prática vai um passo, literalmente. Existem duas formas de identificar as suas características individuais: a) recorrer a ajuda especializada; ou b) no regime do faça você mesmo.

O recurso aos profissionais é a opção mais cómoda. As marcas mais conhecidas de sapatilhas oferecem agora esse serviço e sem compromisso de compra. As equipas que fazem esse estudo podem pertencer às próprias marcas de sapatilhas ou à loja. Se estiver interessado sugerimos que pergunte junto das grandes cadeias de lojas a data e a hora em que essas equipas estarão presentes. Normalmente será nos dias de maior afluência, como ao fim-de-semana, noutras lojas poderá acontecer uma vez por mês. Consulte o site das lojas ou, melhor ainda, ligue a perguntar.

O teste durará, em média, uns dez a 15 minutos e compreende vários pontos, como explicou Carlos Cunha, embaixador Nike, na área de Running, ao blogue O JOGO Aventura. “A análise da passada é feita seguindo três pontos. 1) Estático, recorrendo a uma plataforma de pressão plantar que funciona segundo os princípios da pressão; 2) Dinâmico, com análise da caminhada, com o pé descalço e 3) Dinâmico, com os pés descalços na passadeira, em passo de corrida, e depois com as novas sapatilhas já calçadas”.

Na primeira fase convidá-lo-ão os colocar os seus pés descalços numa plataforma. Esta regista, com cores mais escuras, a distribuição das cargas pela planta do pé. Este desenho fornece as primeiras pistas para compreender o tipo de biomecânica da sua passada. Alguns modelos mais evoluídos de plataforma de pressão plantar permitem medir o tamanho do pé, dando uma pista do número de sapatilha mais indicado, outros permitem ligação a um computador que, com o software adequado faz uma leitura ainda mais detalhada.

corrida 1

Plataforma de pressão plantar:
“Primeira fase do estudo da passada: análise estática na plataforma de pressão plantar”.

No segundo ponto será convidado a caminhar descalço e com passo lento para avaliar a dinâmica da passada. Na terceira e última fase terá de correr descalço na passadeira e depois com as novas sapatilhas calçadas para ver como se comportam os pés. Os testes realizados na passadeira são gravados em vídeo para uma análise mais cuidada.

corrida 2

Imagem obtida da plataforma de pressão plantar:
“As cores mais quentes identificam as zonas de maior pressão”.

O objectivo de todo este processo é poder escolher a sapatilha que melhor se adapta ao tipo de passada (neutro, supinador e pronador), sendo que a escolha deverá ser mais cuidada nestes dois últimos casos, pois pretende-se que as sapatilhas compensem estes desequilíbrios.

Se mora longe de um grande centro urbano e não tem este tipo de serviço na sua área, ou prefere ser você a fazer esta análise, vamos explicar-lhe como no próximo artigo.

Bruno Rodrigues

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