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As vantagens dos adoçantes
Publicado em 15.Sep.2014
Último comentário
Hondina
17.09.2014
Considero muito importante essas informações, baseadas em estudos científicos. Devendo sempre dar im...

A revista Nutrição Hospitalar, a revista científica de nutrição de maior prestígio em Espanha e referência internacional, acaba de publicar os resultados de uma análise científica sobre os adoçantes sem ou de baixas calorias (ESBC), na Declaração de Chinchón.

Este artigo de consenso foi apresentado durante o Congresso International Sweeteners Association (ISA) que se realiza em Bruxelas.

Este documento de consenso, que foi apresentado hoje em Bruxelas no Congresso International Sweeteners Association (ISA), foi transposto para um decálogo sobre o uso e a segurança dos adoçantes de baixas e sem calorias, com o objetivo de proporcionar ao público informações sobre a sua legislação, o uso e segurança.

Este decálogo foi preparado com base em conversas debatidas por um grupo multidisciplinar de especialistas em saúde e nutrição nas áreas de ciências (toxicologia, nutrição clínica, nutrição comunitária, fisiologia, bromatologia,saúde pública, cuidados de saúde primários, pediatria, endocrinologia e nutrição, enfermagem,assistência farmacêutica e legislação alimentar), que se reuniram com o apoio da Fundação para a Investigação Nutricional(FIN),a colaboração do Ministério Regional de Saúde do Governo da Região Autónoma de Madrid, a International Sweeteners Association (ISA) e o Centro de Pesquisa Biomédica Online Para a Fisiopatologia da Obesidadee Nutrição do Instituto de Saúde Carlos III (CIBERobn). Os especialistas que desenvolveram esta análise científica concordam com a necessidade de realizar programas de educação para a saúde da população a fim de promover a tomada de decisões adequadas sobre alimentação e nutrição e, ao mesmo tempo, proporcionar aos profissionais de saúde informações que facilitem o desenvolvimento das suas atividades diárias, respondendo de forma fácil e rápida às questões dos seus pacientes sobre os adoçantes sem ou de baixas calorias.Os adoçantes, incluindo o açúcar, são um componente de indubitável interesse e relevância,apesar de haver ainda algum desconhecimento sobre os mesmos quer no setor académico quer na população em geral. A própria natureza dos adoçantes sem ou de baixas calorias, torna-os suscetíveis a informações distorcidas e até mesmo contraditórias.São aditivos alimentares recorrentemente utilizados como substitutos do açúcar para adoçar alimentos,produtos farmacêuticos e suplementos alimentares quando se pretendem fins não nutritivos.O Decálogo inclui diferentes aspetos sobre os adoçantes sem e de baixas calorias na sua legislaçã oregulamentar, uso, benefícios e segurança:
1.Os adoçantes têm sido utilizados com segurança pelos consumidores em todo o mundo há mais de um século. Na Europa há dez adoçantes diferentes autorizados: acessulfameK (E-950), aspartame (E-951), ciclamato (E-952), sacarina (E-954), taumatina(E-957), Neo-hesperidinaDC (E-959), glicosídeos de esteviol (e-960), neotame (e 961) e sal deaspartame e acessulfame (E-962). A descrição e declaração de todos esses ingredientes na rotulagem dos produtos é obrigatória, assim como para todos os outros aditivos.
2.Todos os adoçantes sem e de baixas calorias usados atualmente foram submetidos a rigorosos testes de segurança. O processo de regulamentação é rigoroso e a obtenção da autorização legal para um novo adoçante sem e de baixas calorias é longa e cientificamente intransigente,podendo chegar a durar até 20 anos. Todos os aditivos têm um valor estabelecido de Ingestão Diária Aceitável (IDA) que representa uma diretriz de quantidade, definido pelas entidades internacionais reguladoras(Comité Conjunto de Peritos daFAO/OMS em Aditivos Alimentares, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e a Food and Drug Administration (FDA),entre outros] que representam a medida da quantidade de um aditivo autorizado que pode ser consumida na dieta diária de uma pessoa (comida ou bebida) ao longo de uma vida inteira, sem qualquer risco determinável para a saúde.
3. A evidência científica atual indica que não há nenhuma relação entre o consumo de adoçantes e o aparecimento de doenças não transmissíveis. Muitos estudos recentes realizados com seres humanos têm analisado a possível relação epidemiológica entre oconsumo de adoçantes sem e de baixas calorias e diferentes tipos de cancro, sem contudo encontrar qualquer tipo de relação ou tendência. Nem há referências ao seu consumo ligado a doenças cardiovasculares, doenças neurológicas ou com quaisquer efeitos sobre a gravidez. Por isso, o seu consumo, no âmbito das quantidades indicadas,não representa qualquer risco para a saúde à luz da evidência científica existente.
4.Estudos científicos demonstram que os adoçantes sem e de baixas calorias não afetam os níveis de glicose ou insulina no plasma sanguíneo. Neste contexto,representam uma ferramenta adicional no tratamento dietético de pessoas com diabetes e obesidade e constituem um elemento chave no controle metabólico dehidratos de carbono.
5.A investigação científica demostrou que o consumo de alimentos e bebidas em que o açúcar foi substituído por adoçantes sem e de baixas calorias combinado com atividade física e um estilo de vida saudável, pode ter um papel importante na perda de peso e na manutenção de um peso saudável. Trata-se assim de uma ferramenta útil para aprevenção do excesso de peso e obesidade e na gestão do peso. Estudos científicos têm demonstrado que pessoas que utilizam adoçantes sem ou de baixas calorias nas suas dietas consomem menos calorias do que aqueles que adotam dietas baseadas em produtos calóricos equivalentes.Além disso, apresentam um melhor equilíbrio no que diz respeito à energia.
6.Face à incerteza que por vezes surge em relação ao impacto do consumo dosadoçantes sem e debaixas calorias nos hábitos alimentares e na atividade física levada a cabo pelas pessoas que os consomem,é importante reforçar a educação nutricional para um estilo de vida saudável com especial ênfase na promoção da atividade e exercício físico. Na infância o uso de aditivos deve ser considerado apenas como recurso alternativo quando outras estratégias preventivas falham, exceto no uso de pastilhas elásticas, na prevenção de cáries dentárias e em produtos farmacêuticos específicos.

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1 comentário
  • Hondina 17 de September 2014 às 1:49 am

    Considero muito importante essas informações, baseadas em estudos científicos. Devendo sempre dar importância aos exageros, no consumo, como todos os alimentos de uma dieta balanceada.

    Att,
    Hondina