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Brisas do Lis Night Run. A arte de tirar Leiria do sofá
Publicado em 05.Nov.2014
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Todas as quartas-feiras à noite há algo diferente a acontecer em Leiria. São às centenas as pessoas que se juntam para praticar desporto, numa iniciativa que dura há mais de um ano.

Foto: Henriques da Cunha / Global Imagens

São oito da noite e a Praça Rodrigues Lobo, em Leiria, está praticamente deserta. Apenas uma esplanada reúne algumas pessoas, mas todas voltadas para uma televisão, à espera do pontapé de saída para um qualquer jogo de futebol. Do outro lado da Praça, duas pessoas vestidas com trajes desportivos dão os primeiros toques na logística de um evento que já é uma marca das noites de quarta-feira na cidade. São as Brisas do Lis Night Run, um evento social e desportivo levado a cabo pelo NEL – Núcleo de Espeleologia de Leira – e que já conquistou a cidade. “Queremos tirar Leiria do sofá e iniciámos estes encontros para proporcionarmos às pessoas uma oportunidade de conhecer a cidade de forma diferente, seja a correr ou a caminhar.” Luís Subtil Barreiro é um dos rostos do NEL e que, de forma completamente altruísta, ajuda a organizar tudo o que é preciso organizar para proporcionar a quem chega à Praça uma noite diferente.


Convívio acima de tudo

Esta iniciativa começou a 2 de abril de 2013, depois de modificarem um conceito criado por uns amigos de Santarém. “Os Scalabis Night Run todas as semanas organizam um treino, mas é algo só para eles, não é aberto à população. E nós achámos que podíamos fazer algo do género, mas para todos. E assim nasceram as Brisas do Lis”, explica Luís Subtil.

Luís Subtil Barreiro, da organização das Brisas do Lis Night Run Foto: Henriques da Cunha / Global Imagens

As redes sociais deram o apoio imprescindível para esta ação, ajudando a divulgá-la na cidade. Em pouco tempo já toda a gente conhecia as noites desportivas de quarta-feira e em junho – dois meses depois do arranque da iniciativa – já havia quase um milhar de participantes, mas no pico do verão, em agosto, esse número chegou quase aos 3000. “O número que atingimos, e a rapidez, surpreendeu-nos e aos poucos fomos adaptando o evento àquilo que as pessoas pediam. Criámos sessões de aquecimentos e alongamentos que mantemos até hoje e que agradam bastante a quem vem. Há gente nova todas as semanas.”

A logística da evento já está muto bem enraizada em todos os que aqui chegam. Quando acaba a sessão de aquecimento, os atletas começam de imediato à procura do seu grupo. Há três destinados à corrida – verde, vermelho e roxo – e outros dois para a caminhada – azul e amarelo – que se diferenciam pelo ritmo e pela distância. Qualquer um deles dura cerca de uma hora e os guias tentam cruzar os percursos para possibilitar a troca entre grupos a atletas que estejam cansados, e queiram ir mais devagar, ou entusiasmados e queiram experimentar o ritmo mais rápido. “Tentamos variar os percursos ao máximo e temos a preocupação de visitar pontos de interesse da cidade. Já fomos ao castelo, ao quartel e ao estádio, entre muitos outros.” Quem recebe bem o evento é o comércio, na Praça Rodrigues Lobo e não só. “A cidade percebeu que o evento é voluntário e que ninguém ganha dinheiro aqui. Não estamos comprometidos com quem quer que seja e não há interesses comerciais entre nós. Só queremos tirar os leirienses do sofá.”

Rui Jorge Trombinhas
rui.trombinhas@ojogo.pt

 

Esta reportagem foi publicada, na íntegra, na edição 401, de 11 de maio, da revista J Aos domingos, com o jornal O Jogo

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