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Atividade física previne doenças
Publicado em 12.Nov.2014
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As doenças crónicas não transmissíveis podem ser prevenidas porque estão muitas vezes associadas a um estilo de vida baseado na inatividade física, a uma dieta pouco saudável e ao consumo excessivo de substâncias como o álcool e o tabaco. Segundo o Comité Olímpico Internacional (COI), o facto de existirem políticas nacionais e planos de ação de incentivo à prática de atividade física, não significa que estejam a ser colocados em prática. A comunidade de Medicina do Exercício Físico e do Desporto pode desempenhar um papel importante na conciliação da atividade física, dieta e saúde.

Os planos de ação para a prevenção e tratamento das doen ças crónicas não transmissíveis não devem apenas ter em conta os estudos científicos existentes, mas deverão ser delineados com enfoque nas pessoas, dandoespecial atenção à prática de atividade física e mudança de hábitos comportamentais. De acordo com o Comité Olímpico Internacional (COI), ao longo dos últimos 50 anos tem-se assistido a um declínio acentuado no gasto energético da população com o trabalho doméstico e outras atividades ocupacionais, o suficiente para explicar o aumento da prevalência da obesidade. O estudo realizado pelo COI, foi recentemente publicado na prestigiada revista British Journal of Sports Medicine e resulta das conclusões a que chegaram os peritos de diferentes áreas reunidos pelo COI em Lausana.

 

O estudo destaca o facto das doenças crónicas não transmissíveis (DCNT) poderem ser prevenidas, uma vez que estão fortemente associadas ao estilo de vida que cada pessoa adopta, como a atividade física, uma dieta pouco saudável e ao abuso de substâncias como o álcool e o tabaco.

O encontro de Lausana serviu para definir uma estratégia e traçar os próximos passos de um plano de ação para prevenir e tratar das doenças crónicas não transmissíveis. Este deve “ter em conta tanto os estudos científicos existentes, como uma linha orientadora centrada nas pessoas, com especial enfoque na atividade física e em mudanças de hábitos alimentares comportamentos”.

O estudo assinala também que o sedentarismo, mais concretamente o tempo que uma pessoa permanece sentada, “está associado ao aumento do risco cardiometabólico, independentemente dos níveis de atividade física. Uma má forma física é um fator de risco de mortalidade por todas as consequências quer em patologias como o cancro e doenças cardiovasculares, independentemente da gordura corporal”.

Segundo o COI, até hoje, as ações destinadas à prevenção das doenças crónicas não transmissíveis foram baseadas em “objetivos muito amplos e imprecisos, carentes de alinhamento e foco estratégico”. O mesmo documento indicia existirem soluções a baixo custo para esta problemática. O estudo alerta ainda que o facto de existirem políticas nacionais de apoio à atividade física, não implica que estas sejam postas em práticas. Neste sentido, os autores defendem que a comunidade de Medicina do Exercício Físico e do Desporto “devido à sua experiencia em conciliar a atividade física com a dieta e a saúde, pode fazer alguma coisa,”. O COI considera necessário que se unam esforços para adotar uma abordagem criativa em conjunto com uma estratégia clara e concreta, centrada no ser humano.

Neste documento de Consenso, o COI aponta para as recomendações da OMS sobre a atividade física como importante elemento central na prevenção das doenças crónicas não transmissíveis. Neste contexto o presidente da entidade reivindica “espaços públicos seguros e acessíveis para a prática de atividade física e desporto, devidamente associados a transportes e planificação urbana, intensificação da educação física e melhoria das infraestruturas e organização desportiva”.

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