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Jovens devem ter uma hora diária de atividade física
Publicado em 07.May.2015
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O pediatra e o profissional ligados à atividade física e desporto devem prescrevê-la e fomentá-la junto das crianças e jovens

 
A atividade e o exercício físico são essenciais para a manutenção da saúde, mas além disso, na infância, são essenciais para potenciar diversos processos físicos, prevenir diferentes patologias que se podem desenvolver na idade adulta – como o excesso de peso e a obesidade – e ajudar a fomentar o bem-estar psicológico. Estes foram alguns dos aspetos em análise durante o Simpósio “Implementação da atividade física, objetivo essencial para a saúde pública”, iniciativa que teve lugar durante o Congresso Extraordinário da Associação Espanhola de Pediatria (AEP), em Madrid.
Os especialistas que participaram no Simpósio destacaram o papel do pediatra e do profissional ligado à atividade física e ao desporto como figuras chave na prescrição de hábitos saudáveis desde a infância, especialmente aqueles relacionados com o fomento da atividade física desde tenra idade.
A moderadora do Simpósio, Rosaura Leis, coordenadora da Unidade de Gastrenterologia e Nutrição Pediátrica do Hospital Clínico Universitário de Santiago de Compostela e professora titular de Pediatria da USC destacou que “o relevante aumento da obesidade em Espanha nos últimos anos tem uma estreita relação com as profundas e importantes alterações ocorridas nos hábitos dos espanhóis, como a diminuição da atividade física e o aumento da inatividade e do lazer passivo”.
Para Gerardo Rodriguez, membro do grupo de Atividade Física da Associação Espanhola de Pediatria e outro dos especialistas que participou no Simpósio, “o sedentarismo é um grave problema para a saúde e pode ser equiparado a outros fatores como a hipertensão, a hipercolesterolemia e o tabagismo”. De acordo com este especialista, “o mais recente estudo de saúde efectuado em Espanha refere que 12% das crianças entre os 5 e 14 anos e 45% entre os 15 e 24 anos praticam pouca ou nenhuma atividade física”.
Sobre este tema, Javier Rico, diretor da Fundação Deporto Galego, defende uma intervenção nos centros escolares como forma de fomentar a atividade física, pois “intervir nos centros educativos permite atuar sobre 100% da população em idade escolar”.
Segundo a Professora Marcela González-Gross, do departamento de Saúde e Rendimento Humano da Faculdade de Ciências da Atividade Física e do Desporto – INEF da Universidade Politécnica de Madrid e membro do CIBERobn, e uma das oradoras do Simpósio, “a atividade física proporciona um equilíbrio psicofísico e um aumento da capacidade funcional dos diversos sistemas orgânicos. Mas, além disso, na infância é determinante para potenciar o crescimento e o desenvolvimento, tanto neurológico como músculo-esquelético, facilitando uma maior mineralização dos ossos e melhorando assim a saúde óssea na idade adulta. A prática da atividade física desde muito cedo favorece a maturação do sistema nervoso motor e aumenta a destreza motora para além de ajudar ao controlo do excesso de peso e obesidade, prevenindo a obesidade na idade adulta. Também melhora o estado anímico e aumenta a autoestima, fomenta a sociabilidade e aumenta a autonomia e integração social”.
Segundo a especialista, “atualmente as condições de vida urbana, segurança, horários de atividades curriculares e de ócio condicionam o tempo, locais e modalidades de atividade física, mas é importante que a criança e o adolescente adoptem a atividade desportiva como um estilo de vida, no qual o tem um papel fundamental”.
Globalmente, o consenso científico recomenda a prática da atividade física de uma forma moderada a vigorosa pelo menos uma hora por dia durante os cinco dias da semana e que as atividades sedentárias não educativas não excedam as duas horas por dia.
Não obstante, é importante adaptar a atividade física às diferentes etapas de crescimento. Neste contexto, González-Gross diferencia entre a idade pré-escolar, a idade escolar e a pré-adolescência e a adolescência: “entre os 2 e os 5 anos, o objectivo passa por estimular a percepção sensorial, a coordenação motora e o sentido de ritmo, enquanto que entre os 6 e os 12 anos trata-se de encontrar o domínio e o controlo do equilíbrio com a adopção e aperfeiçoamento de movimentos automáticos. Entre os 10 e os 11 anos é importante não insistir no carácter competitivo do desporto e fomentar a prática de diferentes atividades e na adolescência é relevante evitar o abandono do exercício físico”.

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