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Monitorizar níveis de hidratação pode antecipar problemas de saúde
Publicado em 19.Oct.2015
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A monitorização dos níveis de hidratação do corpo humano poderá contribuir para antecipar estados de doença e detetar problemas graves de saúde. Este foi uma das conclusões de um novo estudo apresentado durante o painel “Hidratação e Composição Corporal: saúde, função e modelagem”, uma iniciativa integrada no International Symposium on Body Composition, evento organizado pela Faculdade de Motricidade Humana (FMH) da Universidade de Lisboa.

De acordo com Henry C. Lukaski, investigador do Departamento de Cinesiologia e Educação de Saúde Pública da Universidade de Dakota do Norte, “a bioimpedância é capaz de monitorizar mudanças na hidratação de pacientes submetidos a diálise e antecipar futuras complicações. Também pode identificar indivíduos com retenção de líquidos e dificuldades respiratórias. Noutros casos poderá ajudar a detetar indivíduos com excesso de hidratação associado à insuficiência cardíaca aguda”.

O especialista considerou ainda que “outros usos positivos da bioimpedância podem levar a uma identificação adequada das alterações na hidratação entre as populações mais vulneráveis. Através deste método é possível identificar indivíduos que têm uma hidratação pouco adequada e que podem estar em risco ao nível da função mental ou ter complicações com determinadas doses de medicamento”.

O método de bioimpedância avalia a percentagem de gordura, massa magra e hidratação no corpo humano e permite calcular a faixa ideal de peso para o indivíduo de acordo com o sexo e idade. “O futuro da bioimpedância na classificação de hidratação é promissor. Inúmeras aplicações na medicina e triagem de possíveis grupos de risco como idosos e crianças poderão ser alvo de uma investigação mais aprofundada”, conclui o investigador.

Para além de Henry C. Lukaski, o Simpósio “Hidratação e Composição Corporal: saúde, função e modelagem” contou com as intervenções de. Dale Schoeller da Universidade de Wisconsin e da Dra. Diana Thomas da Universidade do Estado de Montclair, Nova Jersey.

Cada um abordou, dentro das suas especialidades, as tendências atuais de pesquisa considerando a sua aplicação em saúde pública e na prática clínica.
Dale Schoeller apresentou os resultados da sua investigação sobre os vários aspectos da equação do balanço energético. Segundo o especialista, “determinar a relação entre o peso corporal e da quantidade de alimentos que consumimos é fundamental para compreender o excesso de ganho de peso à medida que envelhecemos e as perdas durante o tratamento da obesidade. Este relacionamento é complicado, porque o nosso corpo divide-se em dois componentes principais: massa livre de gordura, a qual é formada principalmente por água, mais proteína e alguns componentes menores, e a massa gorda, que é inteiramente, gordura.”.

Ainda segundo o mesmo especialista, “a água é o nutriente mais importante para a vida e compõe cerca de metade a dois terços do peso do corpo. Fazer a medição das mudanças corporais não é algo fácil. Só recentemente foram desenvolvidos métodos para medir a água do corpo e os seus dois principais componentes intra e extracelular que permitirá as suas medições em situações clínicas gerais.”.
Em conclusão, Schoeller salienta que um melhor conhecimento da quantidade de energia em um kg de massa livre de gordura, permite estimar melhor as quantidades relativas de massa livre de gordura e a gordura que deve ser perdida em períodos de balanço energético negativo (dieta).

Por sua vez,. Diana Thomas apresentou uma nova invsetigação que vem comprovar a eficácia das aplicações para smartphones na perda de peso. O estudo da Universidade do Estado de Montclair e do Centro de Investigação Biomédica de Pennington, desenvolvido junto de 20 indivíduos obesos, revelou uma redução de 9% de peso corporal, graças à utilização destas aplicações durante 12 semanas.  Durante esse período de tempo, os participantes seguiram as indicações fornecidas pelos dispositivos, que iam monitorizando o processo através de cálculos matemáticos.

Os cálculos das aplicações são personalizados e obtidos através de informações sobre o género, a idade, o peso e a altura de cada pessoa.
 
Para a especialista norte-americana, “estes dispositivos são ótimos auxiliares numa boa reeducação alimentar, pois a maioria regista a alimentação do dia a dia, controlando a quantidade, os horários e o tipo de alimentos consumidos. Em alguns deles, é ainda possível partilhar os dados no Facebook e no Twitter, com o objetivo de receber o apoio dos amigos ao longo do processo de emagrecimento”.
 
O poder das novas tecnologias ao serviço da Saúde é defendido por vários especialistas médicos, que começam a recomendar cada vez mais o uso destas aplicações em diversas situações clínicas.

O International Simposium on Body Composition reune em Cascais um conjunto de cientistas, médicos, políticos, nacionais e internacionais com interesse na investigação da composição corporal e no raccionamento do peso corporal. Atualmente a avaliação da composição corporal é de extrema importância na medida em que se trata de um diagnóstico sobre o estado nutricional do indivíduo e assim consegue-se escolher quais as melhores condutas clínico-nutricionais a submeter.

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